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Vol. 32. Issue 10.
Pages 835-836 (October 2013)
Imagens em Cardiologia
Open Access
Enfarte trombótico com aspiração de grandes trombos
Thrombotic myocardial infarction with aspiration of large thrombi
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Davide Moreira
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, Anne Delgado, Bruno Marmelo, Luís Nunes, Oliveira Santos
Serviço de Cardiologia, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal
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Caso clínico

Homem de 56 anos de idade, caucasiano, deu entrada na nossa instituição hospitalar com queixa de dor torácica retroesternal com duas horas de evolução. Sem antecedentes patológicos conhecidos ou medicação habitual. O exame objetivo demonstrou estabilidade hemodinâmica, sem alterações na auscultação cardíaca e auscultação pulmonar. O ECG de 12 derivações demonstrou a existência de supradesnivelamento de ST em II, III e aVF. Procedeu-se à realização de coronariografia urgente por via radial direita que mostrou a existência de artéria coronária direita dominante ocluída por trombos em toda a sua extensão não se verificando a existência de lesões noutras artérias coronárias (Figura 1). Realizou-se a angioplastia primária da oclusão da coronária direita com aspiração de trombos através de sistema de aspiração Export© AP© 6F (Medtronic Vascular, Santa Rosa, Califórnia, E.U.A) tendo os trombos sido colocados no respetivo cesto; pelo facto de estes terem ficado retidos à entrada do cateter de aspiração a sua remoção teve de ser acompanhada pela retirada total do cateter em aspiração. Foram recolhidos vários trombos, os maiores com mais 30mm de comprimento (Figura 2).

Figura 1.

Artéria coronária direita preenchida por trombos.

Figura 2.

Trombos extraídos após aspiração através de cateter.

Obteve-se sucesso da angioplastia de balão, sem lesão residual e com fluxo final TIMI 3 (Figura 3).

Figura 3.

Artéria coronária direita após aspiração de trombos e angioplastia de balão.

No internamento foi instituída hipocoagulação oral com varfarina, com intervalo terapêutico entre 2,0-3,0. O internamento decorreu sem intercorrências tendo o doente tido alta clínica ao quarto dia após admissão hospitalar. Mantém-se assintomático cinco meses após o evento.

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